Gravidade quântica em loop: a teoria em que espaço e tempo não existem, via entrevista a Revista Galileu.

Já parou para pensar que a realidade a sua volta pode não ser muito… Real? Parece roteiro de filme do Christopher Nolan, mas a verdade é que há uma teoria da física que prevê exatamente isso.

Segundo o físico italiano Carlo Rovelli, a teoria da gravidade quântica em loop reconhece que nós precisamos mudar nossa noção de tempo e espaço para entender a física dos primórdios do Universo e de dentro dos buracos negros. Ou seja, os conceitos de tempo e espaço simplesmente não existem para esta teoria. E é por isso que ela é uma das ideias mais interessantes da física.

No livro A Realidade Não é o que Parece (Objetiva), Rovelli se dedica a informar os leitores de modo simples e didático todos os aspectos deste conceito que parece absurdo, mas que ganha cada vez mais relevância dentro da comunidade científica.

A treta do século
Para entender a gravidade quântica em loop, primeiro, é preciso entender as desavenças entre a relatividade geral e a mecânica quântica — pode chamar de Ruth e Raquel, se preferir. A primeira, proposta por Einstein, diz respeito aos corpos gigantescos do Universo, como estrelas e planetas.

A segunda, é a base da física nuclear, ou seja, é a física que explica corpos muito, muito pequenos, partículas menores do que prótons e elétrons. Este campo possui propriedades que não estão presentes na teoria de Einstein, a relatividade geral. Mesmo assim, tanto o conceito do físico alemão quanto a mecânica quântica parecem terrivelmente certos.

No livro, Rovelli cita uma antiga piada: “A natureza está se comportando conosco como aquele rabino idoso consultado por dois homens para resolver uma disputa. Depois de ouvir o primeiro, o rabino disse: ‘Você tem razão’. O segundo insistiu para ser ouvido. O rabino escutou e lhe disse: ‘Você também tem razão’. Então a mulher do rabino, que escutava a conversa de outra sala, gritou: ‘Mas os dois não podem ter razão ao mesmo tempo’. O rabino pensou um pouco, concordou e concluiu: ‘Você também está certa’”.

É como se a natureza tivesse duas explicações diferentes para seu funcionamento. Mas os cientistas sabem que uma das duas deve estar errada — pelo menos da forma como as entendemos hoje. Logo, se a física do século 20 pudesse ser resumida em um emoji, seria este: ¯\_(ツ)_/¯

O Universo elegante
A questão é que cientistas são atraídos por teorias elegantes, ou seja, simples e funcionais. E essa falta de compatibilidade entre as duas maiores teorias da física deixa a comunidade científica com o cabelo mais em pé que o de Einstein.

Várias estudiosos tentaram resolver o problema ao longo dos anos. A busca por uma teoria única que junte estes dois campos de estudo é o sonho de qualquer cientista. Sim, estamos falando da Teoria de Tudo. E é aí que surge a Teoria das Cordas, como uma proposta para unificar as gêmeas briguentas da física teórica.

Mas, enquanto os teóricos das cordas acreditam que o mundo quântico é formado por minúsculos filamentos de energia (as cordas), os cientistas que defendem a ideia da gravidade quântica em loop sequer acreditam que haja um mundo infinitamente pequeno que comporte estas cordas. São ideias tão antagônicas.

Diferente de sua rival, a teoria da gravidade quântica em loop nem tem a pretensão de ser uma Teoria de Tudo. “Acho que estamos bem longe disso porque ainda precisamos compreender muita coisa sobre o Universo”, disse Rovelli à GALILEU. “A gravidade quântica em loop é ‘apenas’ uma teoria que busca entender o Big Bang e o interior dos buracos negros. Eu ficaria bem feliz se entendesse ‘apenas’ isso.”

Vale lembrar que nem a Teoria das Cordas, nem a gravidade quântica em loop têm comprovação em laboratório. Por isso, são apenas sugestões de visão de mundo. Neste cabo de guerra da física teórica, cada uma tenta juntar as evidências que pode já que ainda não existe tecnologia capaz de fazer um tira-teima.

Você pode ler mais sobre a Teoria das Cordas e, depois de terminar este texto, decidir qual das teorias faz mais sentido para você. (Leia também a entrevista com o especialista Cumrun Vafa, da Universidade Harvard.)

Surge o loop
Esta tensão entre os dois tipos de física não existe na teoria da gravidade quântica em loop porque, no fim, as duas conversam entre si. Rovelli explica: “A gravidade quântica em loop combina relatividade geral e mecânica quântica com muito cuidado, porque não utiliza nenhuma outra hipótese a não ser essas duas teorias, oportunamente reescritas para se tornarem compatíveis. Mas suas consequências são radicais”.

Com a relatividade geral, aprendemos que o espaço não é mais uma caixa rígida e inerte, como um recipiente em que você joga suas coisas. Ele é mais parecido com o campo eletromagnético (por onde se propagam coisas como as ondas de rádio ou a luz que chega aos nosso olhos, que também é onda): um imenso molusco imóvel em que estamos imersos, um molusco que se comprime e se retorce, como escreveu Rovelli.

Já a mecânica quântica nos ensina que campos como este são feitos de “quanta”. Isso quer dizer que o espaço seria formado por pequenos pacotinhos, como os fótons que formam a luz – a isso damos o nome de estrutura granular. A diferença entre os fótons e os pacotinhos de espaço, ou “quanta de espaço” (para dar um nome chique), é que, enquanto os fótons vivem no espaço, os pacotinhos de espaço são eles próprios o espaço. Doido, né?

Ou como Rovelli explica no livro: “O espaço como recipiente amorfo das coisas desaparece da física com a gravidade quântica. As coisas (os quanta) não habitam o espaço, habitam uma os arredores da outra, e o espaço é o tecido de suas relações de vizinhança.“

Assim, entende-se que, em uma escala muito, muito pequena, o espaço não é mais algo contínuo, ele tem um limite, que é o limite dos pacotinhos que o formam. E essa é um dos pilares da teoria da gravidade quântica em loop.

Leia também:
+ Físicos encontram evidência de que o Universo já foi um holograma

Quanto tempo o tempo tem
Outro ponto crucial da teoria é a forma como entendemos o tempo. E, se precisamos abandonar a ideia de que o espaço é um “recipiente que contém as coisas”, também precisamos parar de ver o tempo como uma linha na qual as coisas fluem. Aqui, em uma escala minúscula, o tempo não é uma sucessão de acontecimentos formados por passado, presente e futuro.

Einstein já havia sugerido que o tempo e o espaço formam um todo único. E deu a isso o criativo nome de “espaço-tempo”. Ou seja, não podemos vê-los como coisas separadas. E as teorias do físico alemão também só ajudam a reforçar que o que entendemos por tempo é bastante limitado.

Segundo esta ideia, é errado, por exemplo, pensar que o tempo é o mesmo em todos os lugares. Ele não é. Um relógio que está sob um móvel não vai marcar o mesmo horário de um outro que esteja sob o chão, assim como o tempo de quem está na praia é diferente daquele de quem não está em uma cidade litorânea. Isso porque quando mais próximo da Terra, onde a gravidade é mais intensa, mais devagar o tempo passa.

Nossos relógios de pulso e celulares não são capazes de perceber essa diferença de infinitésimas frações de segundo, mas instrumentos mais precisos de laboratório são.
Rovelli explica que, para entendermos a teoria da gravidade quântica, não devemos pensar que exista um gigantesco relógio cósmico que marque o tempo do Universo. Pense em um recorte de tempo como o “ano”, por exemplo. Um ano nada mais é do que o período de tempo em que a Terra dá uma volta em torno do Sol. Ou seja, o “ano” é uma medida que só faz sentido para os terráqueos.

Possíveis alienígenas que vivessem em Plutão não teriam a mesma ideia de ano que nós, já que o “ano” lá corresponde a 248 anos na Terra. Eles seriam obrigados a inventar uma outra forma de comemorar aniversários ou de organizar a previdência. Assim, é possível perceber que o nosso conceito de tempo nada mais é do que uma espécie de “acordo”, uma convenção que pouco tem a ver com as leis do Universo como um todo.

Aprendemos com Einstein, há mais de um século, que cada objeto do Universo possui um tempo próprio. Se na Terra, em altitudes diferentes, o tempo já muda, imagina em Marte ou em Proxima B. É isso mesmo o que você está pensando, fã de Interestelar, foi exatamente essa ideia que permitiu com que Matthew McConaughey ficasse mais novo do que a própria filha.

Antes do alemão, o próprio Newton já havia afirmado que não podíamos medir o “verdadeiro” tempo, mas, se assumíssemos sua existência, teríamos uma forma eficaz de descrever vários fenômenos da natureza. De fato. O problema é que em uma escala muito pequena, uma escala quântica, o tempo como o conhecemos não funciona.

“Trata-se de uma mudança simples, mas, de um ponto de vista conceitual, o salto é grande. Temos de aprender a pensar o mundo não como algo que muda no tempo, mas de alguma outra maneira. As coisas mudam apenas uma em relação a outra. No nível fundamental, o tempo não existe”, escreveu Rovelli.

Resumindo: o espaço é um campo e o tempo nasce dos processos desse mesmo campo. Logo, o Universo inteiro seria formado por campos quânticos. E estes campos quânticos não viveriam no espaço-tempo, já que eles seriam o próprio espaço-tempo, ou seja, tudo o que nos cerca seria formado por campo sobre campo.

A estes campos que vivem sobre si mesmos sem a necessidade de um “suporte” damos o nome de “campos quânticos covariantes”. O nome é assustador, mas a ideia é bem simples. “A substância de que é feito o mundo simplificou bastante nestes últimos anos. O mundo, as partículas, a energia, o espaço e o tempo, tudo isso é apenas a manifestação de um único tipo de entidade: os campos quânticos covariantes.”

A ideia fica mais clara quando a comparamos com a luz, que é formada por fótons e ondas. Se você se afastar o suficiente de um punhado de fótons vai conseguir enxergar as ondas. Ou seja, os fótons são a maneira como as ondas interagem.

Da mesma forma, o espaço e o tempo seriam formados por quantas de gravidade. Como os fótons que permitem a interação entre as ondas de luz, os quanta de gravidade possibilitam a interação entre espaço e tempo.

Basta olhar para si mesmo. O que forma os seres humanos? Um braço? Uma célula? Um átomo? Não. O que forma um ser humano é o conjunto de todas estas coisas. Se você se afastar o suficiente de uma molécula do corpo humano vai poder ter uma visão geral do humano que ela forma.

Como coloca Rovelli: “Pense nas montanhas. Onde ela começa? Onde ela termina? Quanto ela continua sob a terra? São perguntas sem sentidos, porque uma montanha não é um objeto em si, é só uma maneira que temos de dividir o mundo para falar dele mais facilmente. Seus limites são arbitrários, convencionais, cômodos. São maneiras de organizar a informação que dispomos, ou melhor, formas da informação que dispomos”.

Tudo bem, é complexo, mas não é difícil. Segundo Rovelli, o preço conceitual pago para entender a teoria da gravidade quântica em loop é a renúncia à ideia de espaço e tempo como estruturas gerais para enquadrar o mundo. Ninguém pode chegar para você, dizer esse absurdo e fingir que não aconteceu nada. Aconteceu, sim.

Talvez, a dificuldade em entender o conceito se deva ao fato de que é praticamente impossível pensar em um mundo sem tempo e sem espaço. Isso porque essa ideia coloca em risco a própria realidade a nossa volta — daí para o niilismo de Nietzsche é um pulo. Mas, como alertou o físico italiano, “compreender o mundo muitas vezes significa contrariar a nossa própria intuição”.

Tire alguns segundos para refletir sobre o que você acabou de ler e assimilar o assunto. Ninguém vai te culpar.

No fim, uma das maiores contribuições da gravidade quântica em loop é a nova forma de visão de mundo que ela oferece. Por definir que existe um limite para o espaço e o tempo, a tensão entre Ruth e Raquel, quer dizer, entre a relatividade geral e a mecânica quântica não existe mais.

Não precisamos tentar entender o que se passa em um universo infinitamente pequeno, em que as leis de Einstein não fazem sentido, porque simplesmente não existe um universo infinitamente pequeno, ele tem um limite: os quanta de gravidade. Ao eliminar essa ideia de espaço contínuo, conseguimos encaixar as peças.

Surra de física quântica
Ninguém sai ileso de uma surra de física quântica. Mas é preciso deixar isso muito claro na mente: a teoria da gravidade quântica em loop — assim como a Teoria das Cordas — não passa de uma tentativa de explicar o mundo. Como vários conceitos clássicos da ciência, esta é só uma proposta sem comprovação em laboratório. Mas nem por isso tem menos valor.

Até as ondas gravitacionais serem confirmadas em 2016, por exemplo, elas também não passavam de uma hipótese de Einstein. A mesma coisa aconteceu com o bóson de Higgs e as ondas eletromagnéticas.

Ou seja, não é porque se trata de uma ideia sem comprovação que não devemos dar bola para ela. Tem sempre a chance de que o problema seja dos seres humanos (e de sua incapacidade tecnológica), não da teoria.

“Na física, nós não conseguimos provar de fato uma teoria, o que fazemos é excluir teorias alternativas. De qualquer forma, você pode pesquisar mais e descobrir que aquela teoria que julgavam ser fundamental tem estruturas mais fundamentais ainda. Então, não podemos afirmar que nenhuma teoria da física é absolutamente correta (ou incorreta) porque não temos acesso a todos os níveis de informação”, afirmou a física teórica Lisa Randall, da Universidade Harvard, em uma conferência.

Com esta teoria da física, ironicamente, ganhamos uma maneira mais filosófica de ver o mundo, já que vem da filosofia essa ideia de deixar de ver o espaço como um “recipiente”. “Quanto mais aprendemos de forma interdisciplinar, melhor compreendemos as coisas. Einstein lia muita filosofia; Kant, Milton e Borges foram muito influenciados pela física… Manter a educação separada nos faz mais ignorantes”, diz Rovelli à GALILEU.

Talvez, a questão mais interessante da ciência seja a de que quanto mais desvendamos o mundo, mais descobrimos coisas a desvendar. Parafraseando o italiano, a única coisa realmente infinita no Universo é a nossa ignorância.

Multímetro, via saladaeletrica.

O QUE VOCÊ NÃO SABE SOBRE O MULTÍMETRO

É bastante comum e sensato que os estudantes da área eletroeletrônica observem a necessidade de adquirirem um instrumento de medição logo no início da carreira, isto é praticamente um dogma que representa na verdade uma necessidade, ter um multímetro é tão importante quanto um taxista precisa de um taxímetro em seu veículo. Veja que no seu caso, está a se equipar-se de um dispositivo de medição que representa em muitos casos a capacidade de identificar uma condição que, por que não, oferece um risco. Não vou entrar no detalhe das grandezas elétricas que o multímetro nos permite identificar mas podemos rapidamente listar que a tensão, corrente e resistência são as principais. Mas a questão a ser observada aqui é: Você sabia que o multímetro possui classe de emprego e não podem ser utilizados para qualquer finalidade? É verdade, o multímetro é uma ferramenta poderosa na identificação de, por exemplo, energização de um determinado circuito, pode ser chamado de ferramenta e realmente é, mas se aplicada de forma incorreta pode se tornar uma “arma” e te expôr a situações no mínimo perigosas.

Por que existem multímetro caros como um Fluke de R$250,00 e outros tão mais baratos como um Minipa de R$60,00 ?

Minha intensão com este artigo é expor para você qual multímetro utilizar e porquê atentar-se com sua classe de emprego que pode parecer tanto quanto invisível para a grande maioria. A partir deste artigo você irá pensar um pouco mais em relação a uma dúvida que se torna bastante comum nos profissionais de nossa área:

EXPOSIÇÃO AO REALIZAR A MEDIÇÃO COM O MULTÍMETRO.

1 – Transientes: É um surto de tensão elétrica que ocorre num intervalo de tempo muito pequeno. Existem duas formas de os transientes serem gerados em um equipamento eletrônico: via perturbações externas ou via resposta do próprio circuito eletrônico ao chaveamento. (Fonte: Wikipedia)

Não precisa ser um profissional da área para entender como funciona o multímetro e assim poder fazer uso de suas funcionalidades, é claro que não é recomendado que uma pessoa sem instrução o faça. Observe que no momento em que realizamos tal medição estamos nos expondo à rede de alimentação e é neste momento que o inesperado pode acontecer, uma simples medição de tensão pode estar expondo de maneira extremamente arriscada o profissional que a faz, como assim? É perfeitamente conhecido que o sistema de distribuição acaba permitindo que ocorra em algumas circunstâncias o aumento abrupto do nível de tensão, os transientes(1), e neste momento sua exposição pode estar oferecendo riscos a sua segurança se não utiliza um multímetro adequado a instalação. Adequado? Como assim adequado? Estas podem ser duas perguntas que você está se fazendo neste momento, correto? Não se preocupe, continue lendo que entenderá.

OS PADRÕES

Observe que sempre que existe a necessidade de classificar um determinado produto em relação ao emprego e utilização utilizamos padrões, para o multímetro não é diferente. O IEC-1010-1 é o padrão que desde 1988 (Quando substituiu o  IEC-348) estabelece características da construção física dos multímetro em relação a sua aplicação. Estas características estão associadas a exposição do equipamento a sobretensões (transientes) e classifica o dispositivo através distância a qual este está sendo aplicado a partir da fonte de energia.

Observe na imagem abaixo que a classificação está exemplificada de maneira que quanto mais perto da fonte de alimentação, maior a sua classificação:

multímetro - classe
Reprodução: http://www.newtoncbraga.com.br/

Podemos observar então que será possível encontrar quatro categorias de empregos dos dispositivos de medição, são elas:

  • Categoria I
  • Categoria II
  • Categoria III
  • Categoria IV

CATEGORIA DE APLICAÇÃO

A imagem acima já revela muito sobre a aplicação e utilização dos multímetro e para que você possa entender ainda mais sobre este importantíssimo equipamento de medição irei listar abaixo um a um com as suas respectivas descrições segundo a Norma IEC-1010-1:

Categoria IV

Por possuir o maior nível de categoria de emprego, são denominados de nível primário de alimentação. Utilizasse este equipamento em sistemas de distribuição de alimentação. Suas especificações devem estar além das exigidas pela norma IEC 1010-1. Utilizados portanto no trabalho em painéis de distribuição, instalações subterrâneas, instalações externas, etc. Possuem no entanto maior nível de proteção pois são através deles que realizaremos as medições em locais mais perigosos e que oferecem maior riscos de transientes de maior intensidade.

Categoria III

Os equipamentos que compreendidos nesta categoria são denominados de nível de distribuição e permitirá com que o multímetro seja utilizado para a verificação de tensões nas tomadas empregadas em ambientes Residenciais e Comerciais, bem como em iluminação e em circuitos de distribuição destes ambientes. Diferentemente dos multímetros da categoria III, estes poderão ser aplicados até onde exista os transformadores de isolamento na instalação elétrica. Trata-se então de dispositivos que oferece menor grau de proteção, logo, não será permitida a utilização destes equipamentos em ambientes que sejam classificados como Categoria IV por não possuírem os níveis de transientes permissíveis para tal.

Categoria II

Nesta categoria ampara-se os multímetros que serão utilizados em medições locais como é o caso de tomadas de eletrodomésticos equipamentos eletrônicos de baixo e médio consumo e na análise de circuitos de equipamentos portáteis. Este equipamento não será utilizado portanto na análise de uma instalação elétrica, podendo ser utilizado na maioria das vezes em equipamentos que estejam interligados a uma bancadas. Obviamente este dispositivo tem menor capacidade de suportar os transientes comparado as categorias anteriores – III e IV.

Categoria I

Estes equipamentos são destinados a medições de sinais como por exemplo em telecomunicações. Destinados a medições de baixa tensão e usados em circuitos isolados da rede elétrica de alimentação, são os que possuem menor proteção a exposição do profissional. Um profissional que faz uso deste tipo de equipamento jamais deverá utilizá-lo para medições de tomadas e/ou circuitos de alimentação principal. poderá sim utilizá-lo na medição de circuitos como os de rádio transmissor, TV’s, circuitos eletrônicos, etc…

Observe atentamente a figura abaixo que é a mesma que utilizamos no cabeçalho do artigo e identifique nela a razão pela qual a escolhi como imagem perfeita para representar o que tínhamos a passar a você:

multímetro

Então podemos afirmar com clareza que: Certamente um multímetro de categoria inferior jamais deve ser empregado em medições de circuitos e/ou dispositivos que estejam em categorias acima deste, no entanto, multímetros de categorias superiores podem sim ser utilizados para medição de circuitos de categorias mais baixas.

TABELA DE TENSÕES MÁXIMAS ADMISSÍVEIS

Entenda o que você deve reconhecer ao identificar a Categoria de seu Multímetro:

CATEGORIA TENSÃO MÁXIMA DE TRABALHO TRANSIENTE MÁXIMO DE PICO 
II 600 V Transiente de 4 000 V de pico
II 1000 V Transiente de 6 000 V de pico
III 600 V Transiente de 6 000 V de pico
III 1000 V Transiente de 8 000 V de pico
IV 600 V Transiente de 8 000 V de pico
IV 1000 V Transiente de 12 000 V de pico

CONCLUSÃO

Eu, particularmente, preso muito pela segurança quando se trata de trabalhos com eletricidade – e também em outras áreas – por isto escolhi este assunto para tratar com você neste artigo. Note que o valor pago em um multímetro, muito tem a ver sim com sua marca, isto não dá para negar, mas esta variação de valores, principalmente esta relacionada a Categoria de Emprego deste equipamento de medição.
Se quer ser um profissional responsável, este é mais um dos inúmeros detalhes a qual você precisa se antecipar. Faça o seguinte, comente aqui no artigo se você já conhecia esta característica do instrumento que mais vai te acompanhar durante toda a sua vida profissional. Um forte Abraço.

Aulas Gratuitas Eletromagnetismo UFF.

Curso online e gratuito de Eletromagnetismo da UFF.

Curso de Eletromagnetismo do Instituto de Física da Universidade Federal Fluminense com o Professor Kaled Dechoum. O curso é composto por 29 aulas, sendo cada aula dividida entre 3 a 7 vídeo aulas. As vídeos aulas são totalmente gratuitas e podem ser acessadas via Youtube ou no Portal de vídeo aulas da UFF. Confira!

Curso de Eletromagnetismo da UFF:

  • Aula 1 – As Equações de Maxwell
  • Aula 2 – Análise Vetorial
  • Aula 3 – Gradiente, Divergência e Rotacional
  • Aula 4 – Teoremas da Análise Vetorial e Exercícios
  • Aula 5 – Delta de Dirac e Teorema de Helmholtz
  • Aula 6 – Lei de Coulomb e Princípio da Superposição
  • Aula 7 – Fluxo do campo elétrico e lei de Gauss
  • Aula 8 – Potencial elétrico
  • Aula 9 – Exercícios sobre potencial elétrico
  • Aula 10 – Energia no campo eletrostático
  • Aula 11 – Condutores e capacitores
  • Aula 12 – Exercícios
  • Aula 13 – Equação de Laplace
  • Aula 14 – Método das Imagens
  • Aula 15 – Equação de Laplace – separação de variáveis
  • Aula 16 – Problemas com simetria azimutal
  • Aula 17 – Expansão em Multipolos
  • Aula 18 – Campo elétrico na matéria
  • Aula 19 – Campo gerado pela matéria polarizada
  • Aula 20 – Dielétricos Lineares
  • Aula 21 – Problemas envolvendo dielétricos lineares
  • Aula 22 – Expansão em multipolos II
  • Aula 23 – Introdução à Magnetostática
  • Aula 24 – Lei de Biot-Savart
  • Aula 25 – Lei de Ampère e aplicações
  • Aula 26 – O Potencial Vetor
  • Aula 27 – Expansão de multipolos do potencial vetor
  • Aula 28 – Campo magnético na matéria
  • Aula 29 – Campo gerado por material magnetizado
Você pode também acessar as playlists neste link no Youtube ou neste do Portal de vídeo aulas da UFF.
Confira também:

Os melhores livros sobre Eletromagnetismo.

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Sentir medo é sinal de inteligência -Mário Sérgio Cortella.

É perigoso sentir medo?

Perigoso é perdê-lo. Sentir medo é um sinal de inteligência. Perigoso é sentir pânico, que é incapacidade de ação. Medo é estado de alerta e uma coisa altamente positiva. A natureza colocou dois mecanismos de proteção na nossa vida, que são medo e dor. Se você perder qualquer um deles fica absolutamente vulnerável. É perigoso deixar de senti-lo. Agora, o medo que não é enfrentado, aí sim, você acresce a ele outro perigo, que é não ter ação. Por isso é preciso ter medo de perder a saúde, de não enfrentar as dificuldades que se tem, de não ser competente. Isso sem dúvida coloca uma condição em que o medo funciona como um sistema de alerta. O medo nos alarma e isso é bom, mas se ele não for enfrentado ele é covardia. E se ele é exagerado ele se torna pânico e acaba nos imobilizando.

O senhor disse que estamos criando uma geração que não valoriza esforço e confunde desejo com direito. Por que acredita nisso e como resolver essa problema?

Eu acredito nisso porque uma parcela da nova geração chega no mundo do trabalho com uma expectativa de que é necessário que ela faça o que goste e realize aquilo que é desejo. Algumas famílias formaram essa geração sem que ela tivesse uma dedicação mais forte. Uma parte das pessoas abaixo dos 30 anos não tem tanto compromisso com o esforço. Existe uma ideia de uma vida mais hedonista, o que até não é inesperado. Só um idiota gostaria de fazer o que não gosta. Mas é que muitas vezes é preciso fazer o que não se gosta para conseguir o resultado necessário. Por isso há necessidade hoje das famílias, das escolas, das empresas e da mídia de formarem uma geração com a perspectiva de esforço. Isso só acontece se existir, com clareza, prazos e metas em relação àquilo que será feito. Isto é, um disciplinamento coletivo do que precisa acontecer para os resultados virem à tona. Insisto: quando eu disse na palestra que jovens de 20 anos nunca arrumaram a casa, é só olhar a sociedade norte-americana. Ela não é espelho para todas as coisas, mas lá o jovem pode ser filho do presidente da General Motors que ele vai lavar louça junto com todo mundo, limpar neve na porta da casa, cortar o gramado. E ganha um dólar para fazer isso. Estamos criando uma geração que está habituada a um receber que não necessariamente corresponde a um esforço feito. Isso pode ser danoso mais adiante para a formação de personalidades éticas.

 

Teoria do campo, via Quantum Energy(Traduzido)

A teoria do Campo Unificado é uma teoria de campos que trata, através de princípios comuns, duas teorias de campo anteriormente consideradas diferentes. E uma teoria de campos é aquela que explica que as forças entre os objetos podem ser descritos como efeito de um campo, de modo que, se um fenômeno acontece em um ponto, e não no outro é porque a intensidade desse campo nesse ponto o permitir.

Vamos ver um pouco de história:

Em meados do século XIX se conheciam quatro fenómenos que eram capazes de fazer-se notar através do vazio.

Gravitação
Luz
Atração e repulsão elétricas
Atração e repulsão magnéticas

Se consideravam fenómenos totalmente independentes, até que entre 1864 e 1873 o físico teórico escocês j. Clerck Maxwell analisou tanto os fenômenos elétricos e magnéticos e encontrou certas relações básicas entre eles-consagrados nas equações de Maxwell-demonstrando que uns dependiam dos outros. Então, é possível falar de um campo eletromagnético que influenciava sobre os corpos de acordo com a intensidade desse campo naquele ponto específico.

Mostrou também que fazendo oscilar de forma regular esse campo se colocasse uma radiação que se afastava da fonte de oscilação na velocidade da luz em todas as direções. E a luz, propriamente dita, era uma dessas radiações eletromagnéticas. Maxwell previu a existência de outras formas de luz, com comprimentos de onda muito maiores e muito menores do que as da luz visível, que foram descobertas ao longo dos vinte anos seguintes, até que hoje falamos de tudo um espectro eletromagnético.

Assim os três fenômenos foram unificadas sob uma mesma teoria, sob um mesmo campo: o eletromagnético. Mas ainda restava por integrar a gravidade. E mesmo que se descobriram equações que combinavam os efeitos eletromagnéticos e os de gravidade, não conseguiam oferecer do todo um campo verdadeiramente unificado de modo que a existência de uns possam ser utilizados para justifica a existência dos outros. O próprio Einstein usou a sua teoria da relativida geral para tentar dar com ela, mas sem sucesso.

A coisa se complica a partir de 1935, quando foram descobertos dois novos tipos de campo que afetam as partículas subatômicas, e, além disso, a uma distância inferior ao diâmetro de um núcleo atômico. São a força forte e a interação nuclear fraca.

Um verdadeiro Campo Unificado deveria explicar estes quatro campos que se conhecem hoje em dia. Estes são (ordenados do mais forte ao mais fraco):

Força nuclear forte: a responsável pela união dos quarks para formar prótons e nêutrons, e da união desses para formar o núcleo atômico.
Força nuclear fraca: a responsável da radioatividade e da interação repulsiva de curto alcance que age sobre os elétrons, neutrinos e os quarks.
Força eletromagnética: a que atua sobre as partículas carregadas eletricamente.
Força gravitacional: a força atrativa de longo alcance que actua sobre todas as partículas com massa.

A função fundamental da Teoria Unificada de campos é demonstrar com uma teoria comum que as quatro forças fundamentais, tal como a matéria, são simplesmente diferentes manifestações de um único campo fundamental.

QUER APRENDER MAIS SOBRE MECÂNICA QUÂNTICA? Via “Física sem Arrodeios”

Cientistas descobrem super-Terra considerada promissora para a busca de sinais de vida Exoplaneta LHS 1140b gira em torno de estrela a 39 anos-luz. Via Globo Ciência e saúde.

A última edição da revista “Nature” apresenta a descoberta de LHS 1140b, um planeta que circunda a estrela LHS1140, na constelação de Cetus, a 39 anos-luz de distância do nosso Sistema Solar, e apresenta características que o tornam um forte candidato para que os cientistas o explorem mais detalhadamente atrás de evidências de vida extraterrestre.

A órbita do planeta é vista praticamente de perfil aqui da Terra e os cientistas são capazes de analisar detalhes de sua composição quando ele passa em frente à LHS1140, bloqueando um pouco de sua luz, o que acontece a cada 25 dias.

Para a existência de vida da forma como nós a conhecemos, um planeta deve ter água líquida na superfície e manter uma atmosfera. O planeta LHS1140b está no meio da chamada “zona habitável” de sua estrela, onde é possível existir água líquida.

A LHS 1140 é uma anã vermelha, menor e mais fria do que o nosso Sol. Assim, embora o LHS 1140b esteja dez vezes mais próximo da sua estrela do que a Terra do Sol, ele recebe apenas metade da luz solar que recebemos aqui. Quando estrelas vermelhas anãs são jovens, elas emitem uma radiação que pode ser prejudicial para as atmosferas dos planetas que as orbitam. Mas, no caso da LHS1140, sua radiação é menor que a de outras estrelas de pouca massa.

Maior que Terra

Os astrônomos estimam que a idade do planeta deve ser de pelo menos 5 bilhões de anos. Eles também concluíram que ele tem um diâmetro 1,4 vez maior do que o da Terra – quase 18 mil quilômetros. Mas com uma massa em torno de sete vezes maior que a Terra e, portanto, uma densidade muito maior, isso implica que o exoplaneta é provavelmente feito de rocha, com um núcleo de denso de ferro.

O tamanho grande do planeta significa que ele pode ter tido um oceano de magma fervente em sua superfície por milhões de anos. Este mar fervente de lava poderia produzir vapor para a atmosfera muito tempo depois que a estrela perdeu brilho, reabastecendo a superfície do planeta com água.

Para os autores, esta super-Terra pode ser o melhor candidato para futuras observações para estudar e caracterizar sua atmosfera, se ela de fato existir. “É o exoplaneta mais emocionante que vi na última década,” disse o autor principal Jason Dittmann do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica. “Dificilmente poderíamos esperar um alvo melhor para realizar uma das maiores procuras da ciência – buscar evidências de vida além da Terra”.

“As condições atuais da anã vermelha são particularmente favoráveis – a LHS 1140 gira mais lentamente e emite menos radiação de alta energia do que outras estrelas similares de baixa massa”, explica outro membro da equipe, Nicola Astudillo-Defru, do Observatório de Genebra, na Suíça.

Filtro de grafeno pode remover completamente o sal da água e torná-la potável .

Os cientistas demonstraram como um filtro de grafeno poderia ser usada para remover o sal da água e fornecer água potável para milhões de pessoas.

A inovadora descoberta vem de um grupo de cientistas da Universidade de Manchester, publicado na revista Nature Nanotechnology. Eles pesquisaram a possibilidade de usar membranas de grafeno, camadas finas do material, para filtragem de água.

Anteriormente, os pesquisadores descobriram que a fabricação dessas membranas resultaram em torná-los inchados. Esta última pesquisa, no entanto, foi capaz de evitar esse inchaço em ambos os lados da membrana para parar a expansão, observou BBC News.

É bem diferente do grafeno de camada única que foi exibido em 2004, também pela Universidade de Manchester. Esta pesquisa envolveu o óxido de grafeno, que é consideravelmente mais fácil de produzir o feito pela oxidação no laboratório.

Controlando precisamente o tamanho dos poros nas membranas, era possível separar os sais comuns da água e torná-los seguros para beber. Pequenos capilares nas membranas de óxido de grafeno impedem que o sal flua, deixando passar a água.

Este tipo de grafeno pode tornar-se mais facilmente permeável, permitindo que sejam feitos furos menores do que um nanômetro, tamanho necessário para parar o fluxo de sal.

“Demonstramos também que existem possibilidades realistas de ampliar a abordagem descrita e produzir membranas à base de grafeno com tamanhos de filtros convencionais”, disse o professor Rahul Nair, da Universidade de Manchester, e co-autor do estudo, em comunicado.

As Nações Unidas estimam que em 2025, 14% da população mundial terá que lidar com a escassez de água, em grande parte devido às mudanças climáticas. Mas a filtragem de água é notoriamente difícil, deixando os processos de dessalinização caros. O óxido de grafeno pode fornecer uma solução bem mais acessível.

Via Engenhariae.